Porque no engraso los ejes

Poeta jovem, escrevia versos
para me mostrar
superior, sensível, singular
No embalo das musas
dramatizava dores e amores
num espetáculo solo sobre o palco
e se o aplauso não vinha
é que o público era surdo

Hoje escrevo só para quebrar o silêncio
e te mostrar
que ando sozinho, andas, andamos
Arrastamos mundo afora nossas carretas
abarrotadas de dores e amores imperfeitos
e palco não há, nem teatro, nem musas,
apenas solidões que, vez por outra, se cruzam
e seguem, surdas, cada qual o seu rumo

Los ejes de mi carreta nunca los voy a engrasar

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