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Monthly Archives: Outubro 2013
Chuva de molhar pato
Tarde de chuva fininha Cai mansinha minha sina O meu cérebro baldio empoça de águas cinzas Grilos cricrilam, sapos coaxam dentro dos valos Um ônibus passa lotado de passageiros calados Um vira-lata molhado com pelos da cor do barro com … Continuar a ler
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Do Parnaso ao pão nosso
Fogos de artifício no céu do papel espocam e se apagam. Cadê os poetas do nosso tempo? Dos nossos sonhos, ossos, esperas? Da nossa língua dividida em classes? Jogam seu frio dominó? Extraem faturas ou notas? Voltaram ao parnasianismo? Atarefados, … Continuar a ler
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Cadeira de balanço
A avó na sala A tricotar paciência Óculos mãos ossos Cadeira de balanço A avó no quarto A vigiar a neta Santa no retrato Cadeira de balanço A avó na campa A acampar sua dor Chão solidão não Cadeira de … Continuar a ler
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Machucados
Quando éramos pequenos, Mamãe passava a mão onde sentíamos dor, e dizia: Já passou, já passou, já passou. Hoje passo eu mesmo a mão nos meus machucados, e repito: Já passou, já passou, já passou. Mas há dores que nem … Continuar a ler
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Eu e meus mascotes
Cadê meu nome? O gato comeu. Virei só o pai do Gali-Leu.Exposição dos 10 anos do programa Mundo da Leitura, ago/13 15ª Jornada e 7ª Jornadinha Nacional de Literatura – Passo Fundo – RS
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Barbearia
A barbearia cerrou as portas Difícil encontrar outro barbeiro que saiba ouvir o meu silêncio (Poema selecionado no Concurso Poemas no Ônibus e no Trem/Edição 2013, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.)
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