Cai, chuva, cai sobre a terra viúva.
Abranda o crispamento dos relâmpagos
cortando o céu a seco em zigue-zague
e o atroar irritado dos trovões.
Vem surdinar nos vidros da janela
com teus dedos de fêmea um baticum
como o que ecoa ao longe nas quebradas
chamando o carnaval: turuntuntum.
Cai, chuva, cai sobre as ruas de chumbo.