Pensão da tia Lucena

Na estrada esburacada de barro vermelho
as fachadas das casas têm cor de poeira
Pretinhos nus se banham nas margens do riacho
no calor abafado do final da tarde
Retorno ao quarto da pensão da tia Lucena
enquanto o sol desaba, vermelho e pobre, no poente
Sem palavras pra minha miséria, eu canto
as canções mais doídas como se fossem minhas
E o coração pisado conhece a alegria

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