Notícias do front

Para Paulo Bentancur, em memória

Deitado no quarto,
olho o dia morrer na janela.
O dia que, se nada trouxe, tudo leva.

Pouco a pouco, mergulho,
junto às coisas, na penumbra.
Mas, vivente insone,
salto da cama
e acendo a luz.

Sentado à mesa, escrevo.
E morro lúcido.

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