Author Archives: Paulo Becker

Ninguém é inocente em Brasília

PINDORAMA É O PAÍS DO FUTURO OU NINGUÉM É INOCENTE EM BRASÍLIA OU A CULPA É MINHA OU A HORA DA ESTRELA OU UMA SENSAÇÃO DE PERDA OU ASSOVIO NO VENTO ESCURO OU SAÍDA DISCRETA PELA PORTA DOS FUNDOS

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De flores e espinhos

Tire o seu sorriso do caminho Que eu quero passar com a minha dor. Se eu me chamasse Nelson Cavaquinho Não brincavas assim com meu amor.

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Enguiço

A luz nos ilumina na cozinha. A energia elétrica circula pelos fios, vinda de distantes centrais geradoras. O gás aquece a pizza no forno. Lavo as mãos na pia. A água jorra da torneira, atravessando a parede dentro dos canos. … Continuar a ler

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Poeminha à maneira de Emily Dickinson

Para a minha velhice Só espero merecer Um quintal para a horta E tempo para escrever. Se faltar a horta, Bastará a memória Dos dias bem vividos.

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Mar bravo

Mar que ouvi sempre cantar murmúrios Na doce queixa das elegias, Como se fosses, nas tardes frias De tons purpúreos, A voz das minhas melancolias: Com que delícia neste infortúnio, Com que selvagem, profundo gozo, Hoje te vejo bater raivoso, … Continuar a ler

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Adeus, my Captain

O Captain ! my Captain ! our fearful trip is done (Walt Whitman) Gente sem rosto, gente sem nome, gente sem conta, de sul a norte, exposta aos trancos brutos da vida, sonhava um dia trocar de filme, sonhava um … Continuar a ler

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Sabença

Às vezes, penso que sei alguma coisa. Às vezes, penso que não sei nada. Nunca pensei que soubesse tudo. Já é alguma coisa.

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Carpe diem

Ser jovem? Ser velho? Tanto faz como tanto fez. Só se vive um dia de cada vez.

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Bruce lírico

Querendo ser Bruce Lee, comprei um tchaco. Gira pra cá, pega de lá, e pá! Desferi contra a testa tal pancada Que a cabeça saiu pelo sovaco. Acordei com um anjo a costurar-me A testa com as cordas de sua … Continuar a ler

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Manuel Bandeira, não eu

Manuel Bandeira, não eu, confesso, escreveu o poema sobre a estrela, que entre as colegas da escola me deu glórias de poeta. Também de Bandeira, a declaração de amor que fiz num bilhete para a Alice – mas ela, insensível, … Continuar a ler

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